quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dicotomia

Tanto tempo de espera
Na sombra de alguém
que se elevou
e enalteceu
cresceu como se crescem as plantas
regado com orvalho
alumiado pelo sol.

Sopra-se o vento
tira-lhe folhas secas
renova-lhe a aparência
sendo, contudo, a essencia
uma antítese disfarçada
uma equação bem esborçada
que ninguem consegue resolver!

Como lhe desejara, os frutos dessa árvore!
Quão apetitosos pareciam!

E... à beira da parede
deveria crescer rente ao chao.
E vem o sol...
e passa a chuva...
e sopra o vento...
e vão-se os dias...

De tal modo que,
no despertar melancólico
de mais uma manhã
a planta subira na parede
enrolara-se nas grades
Elevara-se... para muito além do esperado.

Acaso não fui eu quem lhe deu de beber?
Acaso não fui eu o orvalho e o sol e o vento?
como poderia ter se elevado,
quando deveria ter ficado rente ao chao?
Pego-lhe o fruto...
engano-me que seja melancia pequena
e, no provar descubro:
era maracujá!

Ah... que decepção
porque, afinal, do pés de maracujás
nao se podem tirar melancias!!


13.07.11

2 comentários:

  1. Esse é o meu preferido!
    Quando juntar mais alguns, vamos publicar!!!!!!!!!!

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  2. obg!!! No entanto, o meu preferido ainda é a CLAVE DE SOL pois eu estudei teoria musical para escreve-lo, esse vem logo em seguida!!

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