sexta-feira, 22 de julho de 2011
Janela
Restaria, ainda, uma esperança
que eu fingia nao ter
Nada vindo da lembrança
era apenas um querer
Um querer solitário
de que fosse algo mais
mais do que palavras frias
mais do que conversas vazias
e olhos que queriam olhos
esperando-o na janela.
Ah, descobri esses dias
que a janela do meu sonho
somente lhe cabia.
E espero, espero, espero
na mesma janela
que, da janela, me avistes
e de pronto me convides
para dividir a tua vida.
Um amor de verdade
um sonho que vira realidade
a minha vida só na metade
porque a outra parte
a ti entregarei
Se me percebes, então
dando-me o braço, dá-me o coração
e pucha-me da janela adentro
e eu te mostro
quão colorida é a vida
que mesmo com a alma partida
junto a mim se renova.
Ah, descobri esses dias
que a janela do meu sonho
cabia um amor eterno
um aconchego verdadeiro
um carinho que se prolonga no tempo
e, sendo, que seja infinito
como o tempo o é.
23.07.11
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