Olho ao redor
as malas sobre a cama
passa o tempo.... minutos... suspiro
Já não verei seu olhos
nem tocarei seus cabelos
Já não dançarei
não dançaremos
não terei seu melhor sorriso
nem o tom da sua voz
Olho a porta.... longo silencio
recordo sorrisos
arranco sonhos
sento no chão
...o chão...
Respiro fundo
já não sentirei esse cheiro
e aqueles beijos já não me pertencerão
Como é que vai embora de onde não se quer ir?
Cafés-da-manha
cheiro de roupa limpa
brincadeiras infantis que me davam alegria
canto...
não consigo cantar
Minha alma grita.
Estou ao meio
estou partida.
Volto atrás, trago pensamentos, analiso a situação
comparo ideias, palavras, atitudes
Me pergunto
se o sonho, se a dança, se expectativa, se a esperança, se o amor....
foi só meu?
O perdi ou nunca o tive?
Suspiro... travo os dentes
Olho a porta, pego as chaves
Vou embora
Pra nunca mais voltar.
Léa Mont'Alverne
16.09.13
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
terça-feira, 10 de setembro de 2013
(Re)compondo
Uma guitarra tocava uma nota
A nota voava, vagava
Trazia-me um ré
Recordações de lugares da minha história
Retalhos de uma colcha
Remendos de uma roupa
Reconstruções que me trazia lá .... lá atrás
Aonde parei?
Retroajo.
Restrinjo o que penso que sei - o que sou é mais importante - mas o que sou?
Relembro...
Sonhos colecionados em Sol
Soltos na partitura da vida
Da música que compus.
Releio... serenatas, poeminhas, amores infantis
Recrio.
Como o lápis, risco o poema e ele me risca, entrega-me, já não guardo segredo.
Respeito.
Cada estrofe, seu cuidado
Que traz a existência o que não existia
Que amassa o papel que sou
Que me refaz poesia
Reconstrói...
Reescreve à caneta
Que as águas não apagam
Remodela meus sonhos, meus suspiros, meus cantares
Recomeço...
Como música nova
Que nunca deixou de tocar.
Léa Mont'Alverne
10.09.13
A nota voava, vagava
Trazia-me um ré
Recordações de lugares da minha história
Retalhos de uma colcha
Remendos de uma roupa
Reconstruções que me trazia lá .... lá atrás
Aonde parei?
Retroajo.
Restrinjo o que penso que sei - o que sou é mais importante - mas o que sou?
Relembro...
Sonhos colecionados em Sol
Soltos na partitura da vida
Da música que compus.
Releio... serenatas, poeminhas, amores infantis
Recrio.
Como o lápis, risco o poema e ele me risca, entrega-me, já não guardo segredo.
Respeito.
Cada estrofe, seu cuidado
Que traz a existência o que não existia
Que amassa o papel que sou
Que me refaz poesia
Reconstrói...
Reescreve à caneta
Que as águas não apagam
Remodela meus sonhos, meus suspiros, meus cantares
Recomeço...
Como música nova
Que nunca deixou de tocar.
Léa Mont'Alverne
10.09.13
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