terça-feira, 13 de dezembro de 2011

GERUNDIANDO

O que pode ser feito daquilo que se desfez?
O que pode ser tirado do que decomposto foi?
O que pode ser reformado, se cansado, indeterminado, angustiado está num vazio?
Ah... vou deixando, vou sonhando, imaginando o que pode ser
e mesmo que não o seja
esperando pode ficar
cantando versos, no assobiar,
de uma tarde, na janela.
O que se quer e o que se espera
é que se queira mais
e, querendo, o faça
e, fazendo, o idealize
e, idelizando, o reproduza
e que, pensando sobre mim, eu deduza
que posso ir mais além.
Assobiando uma valsa
olhando o pássaro voar
se minha mente voa com ele
quem pode me alcançar?
Por isso, gerundiando vou
vendo o que pode ficar
que mesmo assobiando cantigas tristes
foram elas que escolhi cantar.


Léa Mont'Alverne
13.12.11