Havia uma tristeza absurda naquela manhã
De triste, o vento parou de soprar
Chorando, havia perdido o fôlego.
E tão triste era o canto dos pássaros
que nem tinham vontade de assobiar.
Não se conseguia falar
Os dentes se apertavam,
mastigando o choro que queria sair.
Volta, volta. Agora não é hora.
E quando seria?
Havia uma tristeza absurda naquela tarde que não passava
Nem mais o sol queria se mover
E este dia precisa passar
E, de triste, as nuvens choravam
e tolas, as pessoas achavam que era chuva!
Não se conseguia esquecer as lembranças
Coisas boas devem ser guardadas
No fundo do coração.
Havia uma tristeza inconfundível naquela noite infinita
Como se tivessem aprisionado o silêncio, para que não gritasse
E por isso ele permanecia quieto
Mas por dentro, o silencio gritava.
Gritava até perder a voz.
E naquele dia sem vento e sem canto
Naquele dia em que o choro teimava em sair
Pensei que sol estivesse estático
E estava (sempre esteve),
O que nao se movia era meu mundo.
E com tantas lembranças maravilhosas
Haviam gritos por trás do meu silêncio.
25 a 28/08/08
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