quarta-feira, 12 de junho de 2013

Alheio


Era noite, era dia,
sorriso e alegria.
Era o calor da saudade,
o frio da tempestade.
Era a fortaleza,
o prazer,
jardim onde se encontram os sonhos.
Era metade,
era serenidade,
eternidade.
Pátio da minha descoberta,
porta que deixei aberta,
abraço que sonhei ganhar.

Era o tum-tum do coração
do passarinho, a canção,
onomatopéia do despertar.

Era o relógio que marcava o tempo,
a mão que gira a maçaneta,
sinfonia do meu piano,
olhar incerto, de engano.

Era o gelado, o céu e o mar.
O clichê do meu versar,
a estrofe que se prolongava no tempo,
o tempo que deixava de passar.
Empatia descoberta,
silêncio do desprezar.

Algodão doce na minha boca,
perfume que me atrai,
olhar que me tira do sério,
lembrança que descontrai.

era isso, era aquilo...
era tudo...

Mas não era meu.

12.06.13

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